quinta-feira, 17 de abril de 2014

Minha mensagem de Boa Páscoa

Véspera de páscoa, e mais uma vez durmo no ponto com meus leitores, e meus "cinco" queridos seguidores (risos, meu povo, me sigam!)

Poderia ter trazido uma receita temática, bem que tentei um chocolate caseiro, um ovo de páscoa para seu pequeno, mas como postei antes, só consegui salvar a receita para usar como granulado de brigadeiro.

Fico encantada como existem tantas mães que fazem milagres, inventam coelhinhos, ovinhos recheados, criam embalagens lindas e atrativas, para preencher o buraco que fica, quando alguém inventa de celebrar uma visita do coelho na escola, no condomínio, na casa da avó... As mães, que já vivem com todas os desafios diários que as restrições alimentares as obrigam, precisam se preparar com antecedência a cada novo evento nesse calendário consumista.

Consumismo...pensem bem nessa palavra. Ela não tem absolutamente nada haver com os dias que viveremos, a começar de amanhã. 

Daí, vou colocar esse filme lindo, feito por crianças, para celebrar da melhor forma que posso, essa passagem de Jesus, quando ele chega no pior e no melhor momento de sua vida. Mas continue lendo, depois vocês voltam para assistir o vídeo todo ;)


Sendo assim, meu conselho é que você não se farte tanto com um ovo de chocolate que, no máximo, vai aumentar alguns quilogramas na balança e eclodir algumas espinhas no seu rosto. Se alimente de bons pensamentos, perdoe velhas mágoas, tente conversar com seu vizinho, cozinhe para sua sogra, lave as louças da sua mãe... abrace as pessoas que precisam deste abraço.

Hoje, contei um fato para minhas amigas, e vou contar aqui também... Passei muito tempo, desde que descobri a aplv no meu filho, me martirizando pelos danos que essa diferença poderia causar no psicológico dele. Em um certo ponto da vida, decidi não sobrecarregar demais essa realidade, e relaxar, levar numa boa. E começei a mostrar que existiam outras possibilidades, que não comer igual a todo mundo não era de todo negativo.

E hoje, tive muito orgulho do menino que nasceu e se criou de mim. 

Ele ganhou uma sacolinha de chocolates e um cartão de uma das tias. Saiu da sala todo satisfeito! Eu agradeci o carinho, ela realmente é um amor, adora Danilo, ele também é louco por ela, enfim... mas os chocolates tinham leite.

Entrei no carro, peguei a sacolinha das mãos dele e disse "filho, deixa a mamãe ver se você pode comer..."

Como eu imaginava, não podia... 

Olhei pra ele e disse "filho, esse você não pode, mas lá em casa tem os seus..."

Ele sorrindo disse "mamãe, leia..." e me entregou o cartão...

O cartão dizia coisas lindas, sobre o sentido da Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, esperança etc...



Eu olhei pra ele e perguntei "filho, você está triste, por não comer o chocolate?"

Ele sorrindo, mais uma vez disse "não, Mamãe! Não estou triste! Adoro Páscoa!"

Meu filho não só é uma criança feliz e verdadeira, como ele também sabe valorizar as coisas que realmente importam.... ele é o melhor que Jesus nos cede, ele é a prova de que Jesus não se sacrificou em vão, ele é a esperança de a humanidade não está de todo perdida... protejam suas crianças não simplesmente das doenças do corpo e do mundo... protejam suas crianças das misérias do espírito, do preconceito que os adultos semeiam sem perceber, do egoísmo e da solidão que a matéria impõe.


Feliz Páscoa a todos! E que o mais belo e verdadeiro sorriso possa preencher o seus corações...

Granulado de Chocolate para decorar Brigadeiros e Bolos

Essa receita merece uma explicação, foi acidental... Fui tentar fazer um chocolate pra ovo de páscoa, e o máximo que eu consegui foi isso: uma receita de granulado para decorar bolo ou brigadeiro. Encontrei-a na página Danone Alergia Alimentar, enviada pela Marcia Weber. Não usei o óleo de côco que ela orientou, e sim azeite de oliva, mas creio que dê no mesmo. Então segue abaixo, receita de granulado de chocolate:

Ingredientes:
3 colheres (sopa) de açucar demerara (pode ser o branco também);
1 colher (sopa) de azeite de oliva;
2 colheres (sopa) de cacau em pó;

Preparo:
Mistura todos os ingredientes e leva ao fogo mexendo sempre, até que se transformem nos grãos da foto (aproximadamente 5 minutos).


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Faz uns dias que eu procuro o iogurte de soja nos supermercados, já acostumada a esses períodos... e fico me perguntando o motivo, porque será que falta em todos os lugares ao mesmo tempo?

Enfim, isso me fez lembrar um vídeo que já publiquei aqui há um tempo atrás e deu vontade de repostar uma vez mais... 

Apesar da dramaticidade que eu mesma conferi ao filminho, vejo como as coisas hoje estão diferentes, não sei se por que mudaram de referencial ou porque mudou a lente de aumento. Acho que agora enxergo Alergia Alimentar com lente inversa, que por sua vez agora reduz o que vê... o iogurte faltou, mas e daí? É um industrializado a menos que vai perder lugar para o suco natural e mais saudável. 

O bonitinho da história e constatar que meu filho, na sua inocente sensatez, já havia percebido que nas prateleiras existem dezenas de opções que ele "não pode" e apenas uma que ele "sim, pode"...e mais inocentemente ainda, ele conclui que quando ele crescer poderá comer todas aquelas coisas sem passar mal. E será que vai mesmo? ... Isso não importa, porque ele viverá bem se não puder. E a cada ano surgem mais opções de produtos sem leite, cada vez mais apetitosos, porque cada vez mais, surgem mais e mais consumidores para este mercado... 

Então, mais do que nunca, alergia alimentar deixou de ser um problema imenso na minha vida.

Agora ela é apenas "alergia alimentar", somente.

E todas as coisas que eu mudei na minha vida, na minha rotina, nos meus hábitos por causa dela, tudo isso deixou de ser tão doloroso e sacrificante. Nos habituamos bem, assimilamos essa nova cultura, estranhos e diferentes, mas inseridos no grupo, na sociedade, no mundo. 

(...) E construiremos castelos ou derrubaremos muros;
E quando todas as portas se fecharem,
encontraremos as tais janelas abertas por Deus;
E toda vez que o mundo disser "Volte pra trás, pois aqui não há lugar pra você",
Nós diremos "siga em frente, pois eu REconstruo esse lugar".
Marília Pinheiro



quinta-feira, 10 de abril de 2014

Aqui jaz "Doces Especiais, meiga, corajosa, modesta e doce"...

Estava ausente do Blog, isso acontece com as melhores "blogueiras"! E antes que eu recomece aquele velho discurso "estive ausente, mas foi por um bom motivo..." vou dizer:

Sim estive ausente, mas foi por um bom motivo: Necessidade total de recolhimento, falta de tempo sobrando, plena ausência de palavras ou ideias. Mas passou, "um pouco". 

E hoje, além das duas receitas que publiquei, senti um melancolismo (essa palavra não existe mesmo? Corretor do word não a conhece, tô inventando então) da minha finada empresa, que faleceu tão novinha ainda, mas foi tão amada...

E por isso, quero fazer uma homenagem digna, para que ela não se perca na memória, diante de tantas novas empresas que vejo surgir, dois anos passados.

Danilo nasceu no finalzinho de 2008. Um ano depois, fiz o primeiro aniversário com brigadeiro sem leite, e assim seguiu-se em 2010, 2011, entre aniversários e festinhas de natal, como anfitriã ou como convidada, eis que em fevereiro de 2012, mesmo ainda lactante da caçula recém nascida, lancei no Facebook minha página Doces Especiais, por Marília Pinheiro. Tratava-se simplesmente da PRIMEIRA empresa de doces voltada exclusivamente para o público alérgico alimentar, e desde aquele tempo eu sabia que iria chover gente fazendo o mesmo, cedo ou tarde. Porque há muito, eu escuto falar que esse fenômeno de alergias e intolerâncias a determinados alimentos só aumenta, e pesquisas já apontavam que essa seria uma marca da era moderna. Por outro lado, eu também sabia que não existia sequer uma alma viva que fabricasse brigadeiros e cia, livres de contaminação cruzada, que pudesse assegurar às pobres mães atarefadas que seus filhos aplv se deliciassem com segurança. Pois bem, estava ali meu diferencial: Brigadeiros e demais doces feitos por uma mãe cuidadosa e rigidamente correta. Bombou, claro!

Foi um trabalho de artesã literalmente. Além do produto, fiz com minhas próprias mãos todos os desenhos de logomarca, divulgação, embalagens, além das planilhas elaboradas intuitivamente com meus vagos conceitos de administração, além do planejamento de etapas que se encaixavam perfeitamente, muitas das quais não tiveram tempo de acontecer. Eu tinha uma receita que descobri depois de muitas e muitas e muitas tentativas testadas, e que guardei a sete chaves já pensando nos negócios. Mas esse segredo seguiu acompanhado de muito remorso, me sentia muito má de não divulgar a receita para outras mães, e ao mesmo tempo tinha medo que a receita vazasse e alguém mais empreendedor que eu a utilizasse em proveito próprio, pondo a baixo o sucesso da minha pequenina empresa caseira. 

E por fim, realmente acabei divulgando nos grupos de apoio as receitas todas, inclusive na própria página da empresa, que hoje está inacessível, infelizmente, porque perdi meu perfil antigo, e junto a fanpage. Tirei o peso da minha consciência, porém acabei por desistir de trabalhar neste ramo, voltei à Arquitetura e a dormir noites inteiras longe do calor do forno e do aroma de leite de côco.

Mas ainda guardo comigo todos os arquivos e vou registrar aqui, "in memorian": Doces Especiais, a primeira especializada em gastronomia "guloseísta" para alérgicos alimentares!

Meu Menu:














E aqui, meu primeiro pedido para um evento, aniversário da filha da Renatinha, obrigada! Obrigada a todas as minhas clientes, perdi mesmo a conta de quantas e quais foram...Foi maravilhoso, sentir a felicidade de um sorriso, de uma boca de criança lambuzada por chocolate, reproduzir-se inúmeras vezes, nos filhos de vocês... foram meus filhos que vi ao preparar, cozinhar, mexer, enrolar, embalar... 



Bolo de Amor

Por Marília Pinheiro
Ao copiar ou divulgar esta receita, por gentileza, não descarte a origem.



Ingredientes:

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 300ml de Polpa de Ameixa (3 pacotes descongelados da polpa pura)
  • 100ml de água
  • 100ml de óleo
  • 15ml de aroma de baunilha
  • 2,5ml de vinagre de maçã
  • 2 colheres (chá) de fermento em pó
  • 200g de frutas cristalizadas
  • 200g de uvas passas


Preparo:

  1. Mistura primeiramente os três ingredientes iniciais, até que os pós se unam;
  2. Acrescente restante, na ordem em que aparecem listados;
  3. Ponha em forma untada com óleo e farinha e asse em forno médio, pré-aquecido.

Bolo de Café com Chocolate (Sem glúten/Leite/Ovo/Soja)

Por Marília Pinheiro
Ao copiar ou divulgar esta receita, por gentileza, não descarte a origem.



Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de polvilho doce
  • 1 xícara (chá) de chocolate em pó
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 300ml de café não adoçado
  • 100ml de óleo
  • 2,5ml de vinagre de maçã
  • 15ml de aroma de baunilha
  • 2 colheres de chá de fermento


Preparo:

  1. Misture primeiramente os cinco ingredientes iniciais até que os pós se uniformizem entre si;
  2. Em seguida, misture também os demais ingredientes líquidos;
  3. Unte uma forma com óleo e farinha e pré-aqueça o forno em temperatura média;
  4. Acrescente a massa o fermento, mecha bem e preencha a forma;
  5. Asse no forno por aproximadamente 45 minutos.



segunda-feira, 24 de março de 2014

Socorro, minha filha não gosta de comer!

Tarde de domingo, 13:30, hora que ainda estava digerindo a angústia de mais uma investida fracassada, e apesar disso, me atrever a escrever sobre algo que não faço a MENOR ideia: Nutrição Infantil.

Sei que existe um programa na TV sobre esse problema , mas eu não assisto TV... Faz 5 anos que ver televisão deixou de ser comum, e dois que tornou-se impossível (com exceção de programas do discovery kids, nick junior, disney) Também encontrei páginas na internet que abordam o tema, e associando isso tudo às minhas poucas conversas com Nutricionistas posso dizer que conheço as principais teorias:
  •  "não ceda, seja forte, determinada: na hora do almoço, se a criança não quiser comer, não ofereça a mamadeira, espere a fome bater";
  • "a criança não vai morrer de fome por um dia sem comer";
  • "não obrigue a criança a comer, não torne esse momento algo ruim que a traumatize";
  • "Ofereça todas as opções mesmo que recusadas, seu papel é oferecer"; e ainda
  • "Toda criança tem uma necessidade diferente, ela conhece as necessidades do próprio organismo"; e
  • "Respeite os gostos pessoais da sua criança".

Quem me entende realmente, também já leu ou ouviu todas essas teorias e sabem que elas não valem absolutamente NADA quando se tem uma filha que nem a minha, que simplesmente NÃO GOSTA de comer.

Já usei de tantos artifícios, já tentei fazer comida saudável em forma de batata frita, mas sabe o que aconteceu? Ela deixou de gostar de batata frita, de tanto comer minhas invenções achando que era a batata... Aliás essa é uma dica pra quem tem filho inocente (ainda) que ama essa fritura e quer fazê-lo deixar de gostar.

Já refiz na minha cabeça, onde eu poderia ter errado, em qual momento fiz diferente com meu primogênito. Minha filha mamou até os 14 meses de vida, e gostava demais de peito, nem sequer aceitava mamadeira, só peito... comia mal suas primeiras papinhas, acho que por conta do refluxo oculto... Não consegui oferecer sólidos sem processar como a pediatra recomendava, até mesmo quando amassado no garfo, ainda assim ela tinha ansia de vômito... A única coisa que posso dizer que ela aceitou muito bem, foi o leite materno, e posteriormente as mamadeiras de leite em fórmula.  Até mesmo o leite de vaca integral ela tomava que era uma maravilha. 

Já ouvi coisas como "criança que mama muito tempo geralmente é difícil de comer" e sem entrar no mérito se essa afirmação procede ou não, como poderia ter sido diferente aqui em casa? Ela precisava da amamentação, era uma potencial herdeira de alergia alimentar... talvez eu tenha perdido o momento correto de oferecer alimentos diferentes, talvez, talvez...

Mas o fato é que não posso mais voltar no tempo e fazer diferente, mas preciso solucionar essa questão que, pra mim, hoje é mais importante do que debater sobre o plano de ações de mobilidade urbana da cidade. 

Então amigos, saí um pouco do facebook, e vim pra cá, desabafar no Blog, pra não ter que cometer o mico de escrever no meu perfil  "a vida não tá fácil, quero abrir a janela e mandar todo mundo pra'quele canto"... Porque é essa a vontade que dá, quando as pessoas não entendem o problema que você vive, ou quando as pessoas vêem outros problemas como bem maiores que o nosso, simplesmente por  não terem um pequeno problema IGUAL ao nosso pra chamar de grande.


Mesmo assim, resolvi tentar uma vez mais, usando o artifício de decorar os pratos com minhas escassas opções...vocês não verão a cor verde, é verdade! Mas no dia que eu conseguir que ela coma ao menos essas opções que ela já gostou por alguns dias na vida dela, prometo que acrescendo o verde. Meu medo é colocar, e ela repugnar assim que bater o olho, e recusar também todo o resto, como já aconteceu antes.

Não reparem no amadorismo da decoração, por favor! Mas a tentativa foi feita com carinho e muita esperança...




O almoço do sábado foi médio vitorioso....comeu o frango completamente, umas duas colheradas de arroz e umas duas de feijão...

No dia seguinte, as opções não mudaram muito mas como li também "que você sempre tem que colocar legumes no prato, mesmo que eles não comam", coloquei novamente a cenoura, mas acrescentei batata doce...

Tentei apresentações diferentes para esses legumes...um dia ralado, outro em palito, outro em rodela...Fico conversando com ela, perguntando e respondendo o nome de cada alimento, a cor, o formato, e noto que ela se diverte, interage...

Mas o jantar do sábado e o almoço do domingo foi um fracasso total e o jantar do domingo, comeu apenas a carne.

Minha angústia só aumenta com os palpites dos parentes. Minha mãe, tadinha, adoece a todo prato recusado, e me implora que eu dê uma mamadeira de leite, ou bata toda comida novamente no mixer e eu "estressadamente" teimo em resistir...retroceder? Pôr em risco a vitória de ter saído dos processados? Fico sem forças às vezes, confesso. E volta e meia tenho um sobressalto tentando me lembrar qual médico deveria ter marcado consulta, qual remédio esqueci o horário, enfim... tem uma frase meio clichê que reproduz a mais absoluta verdade: "adoeça eu, mas não adoeça um filho meu". E preciso descobrir, enfim, que raio de alimento pode ainda está provocando essa inapetência passados quase 3 meses sem leite de vaca (lembrando que continua em dieta de soja e ovo).

Pra quem tem filho menos complicado que a minha caçula, recomendo essa batata doce grelhada... fica gostosinha, fácil de fazer, saudável também...